
Aqui viveu uma Santa
Casa Mãe – Berço da missão de Santa Paulina
Entre paredes simples e cheias de significado, nasceu uma história que transformaria muitas vidas.
A Casa Mãe, também conhecida como Casa Relíquia, é o lugar onde tudo começou. Localizada nos jardins do CEIC, ela preserva a memória viva do Trio Fundacional e guarda, em cada detalhe, a essência de uma missão construída na fé, no serviço e na simplicidade.
Uma experiência que se vive
Ao visitar a Casa Mãe, cada pessoa é convidada a:
- Percorrer a história: caminhar pelos cômodos onde Santa Paulina e suas companheiras viveram e serviram.
- Escutar memórias vivas: conhecer relatos partilhados pelas Irmãs que hoje continuam essa missão.
- Experimentar o silêncio: sentir a paz que marcou os primeiros passos desta obra, rezando na primeira capela da Congregação, diante do quadro de São José.
No silêncio da madrugada
O relato de Madre Paulina
Antes de tudo começar, houve um caminho feito em silêncio, fé e coragem.
Se de um lado a entrada na nova casa nos enchia de consolação, de outro lado estávamos comovidíssimas tendo que abandonar (embora ficassem em Vígolo algumas de nossas companheiras) o nosso casebrinho colocado tão pertinho da igrejinha da Imaculada Conceição…
A comoção não nos deixou repousar por um instante. Pela meia noite partimos a pé e em grande silêncio, para Nova Trento. Éramos a Amábile, a Virgínia Rosa Nicolodi e a Teresa Anna Maule. Tínhamos nas mãos três embrulhos e dois guarda-chuvas. {…}
Chegamos à nossa casa pelas três horas da madrugada, e descansamos sobre algumas tábuas que aí achamos, até que ouvimos tocar a Ave Maria no campanário da residência do Sagrado Coração de Jesus.
Então fomos para a Igreja, participamos da primeira Missa, e recebemos a Santa Comunhão das mãos do Padre Ângelo Sabbatini, de saudosa memória.
Texto extraído do livro: NEGRI, Irmã Terezinha Santa. Do casebre para o mundo: História da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Volume 1. São Paulo:2014.






